Quando o relógio marcava exatamente 3:00 da madrugada em Teerã, 13 de junho de 2025, o cosmos conspirava em uma sinfonia de destruição
O Senhor das Trevas Desperta
Plutão, o implacável regente do submundo, ergue-se como um titã sombrio no Meio do Céu, cravado como uma adaga cósmica no coração do mapa astral daquele momento fatídico. Não há acaso na astrologia - há apenas a manifestação inexorável do destino. E ali, naquele instante preciso em que os primeiros mísseis cortaram o céu persa, o Senhor das Trevas assumiu o comando absoluto, transformando a noite em palco de sua macabra representação.
O bombardeio de Teerã não foi meramente um ato militar - foi a materialização de uma configuração cósmica apocalíptica, onde cada planeta dançava sua parte na grande ópera da destruição, selada pelas próprias estrelas fixas que testemunharam o nascimento da violência humana.
O Sol Guerreiro: A Tríplice Conjunção da Destruição
O Sol em 22° de Gêmeos não estava sozinho neste momento fatídico. Três estrelas fixas de natureza marcial convergiam sobre o astro-rei, transformando-o em arauto da guerra:
Bellatrix, a "Amazona de Órion" de natureza Marte-Mercúrio, desperta no Sol as habilidades oratórias militares e a agressividade estratégica. Esta estrela, conhecida como a "Guerreira", marca os comandantes que lideram pelo exemplo e pela palavra afiada como espada.
Capella, o "Cocheiro Celeste" de natureza Mercúrio-Marte, adiciona ao Sol a honra conquistada através de aventuras perigosas e métodos não convencionais. É a estrela dos empreendimentos audaciosos que desafiam o establishment.
Phact, a "Pomba Navegadora" de natureza Mercúrio-Vênus, ironicamente transforma o Sol em explorador de territórios proibidos, buscando conhecimento através da investigação e da descoberta - mesmo que seja o conhecimento da destruição do inimigo.
Urano, o grande disruptor, agoniza nos últimos graus de Touro, abraçado às Plêiades - as Sete Irmãs que choram lágrimas de fogo sobre a Terra. Próximo ao Ascendente, este gigante elétrico descarrega sua fúria revolucionária, despedaçando a estabilidade taurina em fragmentos de guerra e caos. As Plêiades, tradicionalmente associadas ao luto e às tragédias, testemunham mais uma vez a queda de impérios e o sangue derramado sob seu olhar celeste.
Mercúrio: O Mensageiro da Guerra
Mercúrio em 7° de Câncer não carrega mensagens de paz, mas proclamações de guerra. Conjunto a Mirzam, a estrela "Anunciadora" de natureza Vênus-Mercúrio na constelação do Cão Maior, o planeta da comunicação transforma-se no arauto que proclama o início das hostilidades. Mirzam, cujo nome significa "O Anunciador", tradicionalmente precede o nascer de Sírius - assim como este bombardeio precede algo ainda maior e mais devastador.
Antares: O Coração Escorpiônico da Fortuna
A Parte da Fortuna em 10° de Sagitário encontra-se exatamente sobre Antares, o "Coração do Escorpião" - a estrela rival de Marte, de natureza Marte-Júpiter. Esta conjunção é profética: a "sorte" do momento reside na obstinação violenta e no sucesso militar através da destruição. Antares, o "Anti-Marte", promete vitória através de métodos que desafiam as convenções da guerra, mas alerta para os perigos da impulsividade que pode consumir o próprio vencedor.
Denebola: O Nodo do Destino Violento
O Nodo Sul em 22° de Virgem conjuga-se com Denebola, a "Cauda do Leão" de natureza Saturno-Vênus. Esta estrela fala de honra conquistada através da imprudência, de riqueza obtida pela precipitação. O Nodo Sul aqui indica que este momento de violência é o resultado kármico de ciclos anteriores de impulsividade e decisões precipitadas. A cauda do Leão marca o fim de uma era através da própria destruição que ela mesma provocou.
Como se o cenário já não fosse suficientemente sombrio, Algol - a estrela-demônio, o piscar maléfico de Medusa - posiciona-se estrategicamente entre o Ascendente e Urano. Esta estrela, cujo nome árabe significa "Ghoul" ou "Cabeça do Demônio", pulsa com uma frequência de morte e violência. Sua presença no mapa do bombardeio não é coincidência - é assinatura cósmica, o carimbo celestial da destruição iminente.
Serpentis: A Região Maléfica da Serpente
Serpentis, a região zodiacal maléfica entre 19-21° de Escorpião, projeta sua sombra venenosa sobre o Descendente em 21° de Escorpião. Esta zona simbólica da serpente marca Israel - o inimigo que emerge das trevas como uma víbora pronta para o bote mortal. Duas nações-serpentes se enfrentam sob o olhar impassível das estrelas: uma com Plutão dominando seu destino, outra com a região de Serpentis marcando exatamente o grau do Descendente, selando sua natureza predatória.
Marte: O Deus da Guerra em Quadratura Mortal
Da quinta casa, Marte - o deus vermelho da guerra - dispara sua quadratura assassina contra Urano. É o "jogo de horrores" cósmico, onde o planeta da violência e da destruição forma um aspecto tenso com o revolucionário celeste. Esta configuração é a receita astral perfeita para explosões, bombardeios e a quebra súbita de todas as estruturas de paz.
A Conjunção Sinistra: Saturno-Netuno em Áries
Saturno e Netuno dançam juntos em Áries uma valsa lúgubre de dissolução e morte. Esta conjunção representa a materialização dos pesadelos coletivos, onde as ilusões se desfazem em sangue e as estruturas se dissolvem em caos. Em quadratura com Júpiter - que acabara de ingressar em Câncer na casa 2 -, vemos a expansão (Júpiter) da dor doméstica (Câncer) e a devastação dos recursos materiais (casa 2).
Vênus: A Regente Ferida na Casa das Prisões
Vênus, regente do Ascendente, definha na décima segunda casa - a casa das prisões, do sofrimento oculto, dos inimigos secretos. Sua quadratura com Plutão, regente do Descendente, sela o pacto de sangue entre as duas nações. É o aspecto que traduz o ódio mútuo, a atração fatal pela destruição do outro, o amor transformado em sede de vingança.
O Veredito das Estrelas
Nesta configuração celeste, não há vencedores - apenas duas serpentes que se mordem mutuamente até a morte. O cosmos observa, impassível, enquanto Plutão orquestra sua sinfonia de trevas, Urano despedaça a ordem mundial, e as estrelas fixas - Algol, Plêiades, Serpentis - tecem o destino trágico de uma região condenada a reviver eternamente o ciclo de violência e retribuição.
A astrologia não mente. Ela apenas revela, com sua linguagem simbólica impiedosa, aquilo que o inconsciente coletivo já sabia: que naquela madrugada de junho, quando Plutão assumiu o trono celestial, a humanidade mais uma vez provou que é capaz de transformar o paraíso em inferno, guiada pela dança macabra dos planetas em suas órbitas de destino.

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